24 de janeiro de 2013

Flash!

Enquanto a comida, normalmente cara e supérflua, esfria, o menino mata sua sede.

Mas não na taça de vinho branco que saiu recortada na fotografia.

Mata sua sede em ser normal.

O próprio Salmão morto e frio não vê sentido na cena. Antes, ao menos, sua morte proporcionava a felicidade do paladar dos seres humanos. Mas agora é só uma fotografia.

Só uma fotografia?

Por que não jogá-lo de volta ao mar?

Uma carne fria, uma cerveja quente, um espumante ‘desespumado’ e uma sobremesa derretida por duas “curtidas” de quem deveria estar estudando para algum concurso, mas está no Facebook.

Valha-me Deus, meu irmão. Seu Salmão (des)gostoso, nessa rede social, vale muito menos que a bosta fétida e derretida da patricinha popular cometida pela diarréia.

Valha-me Deus, meu irmão.

Vá comer seu salmão, vá fazer sua lição, vá lixar as suas unhas dos pés, vá assistir o jogo do seu time, veja o por do Sol pelo simples prazer de ver o Sol sumir.

Saia desse mundo “Caras”. Ninguém quer saber da sua vida. Só querem fingir que querem saber da sua vida para você querer fingir que quer saber da vida deles.

E quando você postar o seu magnífico resultado no concurso federal, dos 4000 interessados, apenas 4 não estarão com inveja.

E te querem bem.

Eu te quero bem, meu amigo.

Então vá comer esse Salmão antes que alguém aí te convença que a moda agora é comer bosta.

Boa Sorte.

 

Um comentário para “Carta ao amigo que trocou segundos de prazer de um belo Por do Sol por uma foto no Facebook, via Instagram.”

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